Dia Internacional da Mulher — 8 de março

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Muito se fala sobre o empoderamento da mulher, da sua identidade, dos seus posicionamentos diante da sociedade, das leis que as protegem contra abusos e vários outros assuntos sobre cuidados com a mulher ainda hoje. Ao longo da história temos relatos das lutas que as mulheres têm enfrentado para alcançar direitos importantes no campo profissional, sua saúde física e mental. O Dia Internacional da Mulher traz à lembrança a luta pelos direitos trabalhistas enfrentados por mulheres no período da revolução industrial. No decorrer dos anos vários movimentos foram acontecendo e a mulher foi ganhando mais espaço na sociedade e se perdendo dentro de si.       



Acompanho diariamente mulheres de todas as faixas etárias, posição social, solteiras, casadas, divorciadas, mães, avós, muitas morando em outras culturas. Alguns assuntos são comuns a todas elas com os devidos desafios dependendo da faixa etária e contexto em que se encontram. Mas algumas perguntas aparecem sempre:

  • Quem eu sou? Perdi minha identidade!
  • Estou me misturando com a cultura e estou diferente…
  • O que faço da minha vida agora? Estou perdida…

Os assuntos trazidos por elas trazem uma angústia sobre a identidade que ficou confusa, perdida e geraram uma insegurança pessoal, nos trabalhos que desenvolvem, nas relações com seus pares, família e amigos. É interessante observar que a construção da identidade desde que a menina nasce passa por subjetividades que influenciarão na sua vida. Como, por exemplo:

  • Como as mulheres são vistas no contexto familiar, como são respeitadas ou agredidas de qualquer forma, verbal, emocional ou fisicamente; quem é esta mulher no seu contexto familiar, seja ela criança ou adulta?
  • Quem é ela no contexto da sociedade e da cultura onde vive? Como a sociedade nesta cultura a vê?
  • Como a família ou a cultura permitem que ela circule no trabalho, numa profissão, no seu papel de protagonista, nas relações?  
  • De que forma acontecem os casamentos, a maternidade, a relação com os filhos?

São muitas perguntas no coração de uma mulher. Cada fase, cada papel que desempenha, cada etapa da vida exige dela mudanças em seus posicionamentos internos. São adaptações contínuas e necessárias trazem à mulher inseguranças sobre suas ações no momento.

Mesmo tendo suas certezas em Cristo, o modo como são expressas estas certezas exige dela mudanças internas. A forma como a cultura vê a mulher nos seus diversos papéis provoca nela instabilidades que constantemente precisam ser revisadas à luz da Palavra. É um exercício contínuo de confiar na Palavra e colocar o coração em ordem. A dinâmica da mulher cristã busca o equilíbrio da sua identidade no resgate eu Cristo oferece.  



Lea Marcondes

Psicóloga, especialista em Transição Cultural. Ajuda missionários, pastores, líderes e famílias cristãs a se prepararem emocionalmente para uma mudança de país, ajustando o seu chamado e projeto de vida aos novos desafios.
Auxilia para que enfrentem de forma mais saudável as adaptações na nova cultura neste momento tão importante de suas vidas.
Presta consultoria para igrejas e missões na área da educação e ministério infantil.

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