Solidão – mergulho na alma

Solidão palavra que tem “sol” dentro dela para iluminar o caminho daqueles que andam consigo mesmos em trajetos internos desconhecidos.  Sentimento que nasce com identidade própria, forte muitas vezes, debilitante outras, como fantasmas assustam e deixam o coração apertado.  Ela se faz presente e se intromete sem permissão. Invade sem perdão,   inunda o peito e se esparrama pelo corpo. A ausência grita surda. Ninguém escuta. Ninguém percebe.  Ela vem inesperadamente.             Solidão, palavra tão pequena mas tão intensa! Ela toma posse, demarca terreno, coloca bandeira, cerca o coração . Ela vem e volta, vem e volta, vem e volta! Vai se tornando amiga, companheira de caminhada, fiel, sempre presente. Vai se tornando mestre a nos ensinar que o seu “sol” pode aquecer os espaços que se tornam vazios de presenças. Presenças que trazem memórias, boas memórias  que preenchem o buraco da solidão!   Solidão, minha amiga, acalma esta dor!  Transforma teu rio em águas saudáveis para que possa mergulhar  e descobrir tuas riquezas!  Para que eu possa saciar a minha sede de presenças! Vem solidão! Vem me ensinar a conviver contigo!

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Identidade e Pertencimento

Sou tua Senhor! Sou tua… Você me acolheu quando ninguém me tocou. Você me cuidou quando fui largada sozinha no campo da vida. Você me viu crescer, brincar, correr, cair, chorar e também se alegrar com o nascer e o por do sol. Você olhou de longe, me alimentou sem eu nem saber quem você era. Você se fez presente em cada dia, em cada momento e eu nem sabia. Não sabia que estava nua, não sabia que você estava lá. Não sabia que na minha nudez eu estava com a alma descoberta. E você veio, me olhou, te reconheci e você me cobriu com teu manto. Teu manto santo. Minha alma passou a te pertencer. O teu olhar encontrou o meu e me apaixonei. O meu olhar te busca o tempo todo. Teu olhar é meu porto seguro! Reflexão com base no texto de Ezequiel 16:4-8

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Mãos do oleiro

Vejo você sentado na frente da roda com a minha vida, o meu barro girando disforme. Tuas mãos acariciam o barro, umidecem sua dureza com a água da Vida, várias formas surgem e “dis.surgem”. Tuas mãos se cobrem com a lama do meu barro, se misturam com os pedaços que surgem. A roda da vida gira e gira e gira, as formas mudam, mudam e mudam. Cada etapa da vida tem uma forma que antecede a outra. A seguinte está impregnada da anterior. Tuas mãos ficam cada vez mais cobertas do barro que se desprega, da lama que bezunta e se mistura com a forma. Teus dedos firmes e precisos moldam novas formas. O novo surge, aparece, com um espaço interno para ser preenchido com Tua presença. O espaço está aparente. Você olha, toca suavemente, apara arestas, acaricia o barro, modela, define o espaço interno. A forma surge, o barro obedece conforme o oleiro deseja. A nova forma se estabelece: minha vida surge plena da tua Vida! Reflexão sobre o texto de Jeremias 18:1-4

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silhouette of man and woman standing beside cross during sunset

Poema: “A cruz está vazia!” de Lea Marcondes

A cruz está vazia!O sangue foi derramado,O corpo foi transpassado,Ele não está mais lá… A lembrança está viva,O sangue se tornou vinho,O corpo se tornou pão,Ele agora vivo está! A taça está sem vinho,O prato está sem pão,A cruz está vazia…Ele agora vivo está! Seu sangue me deu vida,Seu corpo me transformou.Agora vivo Ele estáNa minha alma a morar! A cruz está vazia!Sua morte me deu vida,Sua vida me deu eternidade…Minha vida junto com Sua vida está! A cruz está vazia!

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Missionário transcultural

Você é missionário transcultural?

Então nós entendemos bem dos desafios que vocês encontram em países ao redor do mundo… Além de todo estresse de estar longe do país natal, longe de amigos e familiares, encarar uma nova cultura e desbravar regiões muitas vezes hostis, não é para qualquer pessoa. Alguns detalhes, para que sua missão siga em frente, são super importantes para trazer conforto para o missionário em campo. O transito de recursos internacionais é um deles. Sabemos a dificuldade que é enviar ou receber doações financeiras todos os meses. Custos altos, impostos indevidos, taxas abusivas, limite operacional, documentos comprobatórios ou excesso de burocracia que tornam o processo uma tarefa quase impossível. O atendimento via “máquina”, ou seja o auto-atendimento é muito válido desde que você saiba exatamente o que precisa, e que tenha confiança que a operação será realizada dentro da lei e que você não será sobretaxado. Estamos aqui para facilitar todas essas questões para missionários, agências de missões ou Igrejas. Criamos um núcleo chamado MISSÕES, onde quem faz parte desse núcleo têm benefícios exclusivos: – Menor spread do mercado; – Taxa zero de contrato (para operações em dólar ou euro) – Zero IR nas doações (PF e PJ); – Redução e antecipação de burocracia; – Acompanhamento de ponta a ponta; O custo da operação* = IOF + Spread (Para envio de recursos na moeda dólar ou euro) (Para outras moedas, consultar) (Dependendo da natureza da operação, pode incluir imposto) Fazendo parte do Núcleo Missões DIBIX, você terá certeza que tem a melhor opção do mercado para enviar ou receber recursos. Esse é o nosso compromisso! *Para envio de recursos na moeda dólar ou euro; Para outras moedas, consultar; Dependendo da natureza da operação, pode incluir imposto; IOF = 0,38% ou 1,10% (dependendo da natureza da operação); SPREAD = o custo do banco nas operações (esse só quem é do Núcleo de Missões DIBIX tem acesso). Texto escrito por Luciana Biazi Para conehcer mais sobre o trabalho da Luciana, clique aqui

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Uma jornada transcultural

Uma jornada transcutural

Viver fora do país é considerado um privilégio. Expandimos os horizontes, conhecemos culturas, povos, comidas e crenças diferentes, aprendemos outras línguas. Entendemos que a nossa cultura não é a ditadora das regras, que a forma que vivemos pode ser aprimorada, que a maneira com que tratamos os outros pode e deve ser ajustada. Dependendo do país, pode-se até fazer dinheiro. Mas poucos sabem como é a realidade de quem vive fora da sua pátria – preconceito contra a sua nação, humilhações, solidão, escassez de companhia, choque cultural, geográfico, culinário e relacional.  Viver fora do país é viver uma outra história, diferente daquela que você viveu durante sua infância (para aqueles que saíram quando adolescentes ou adultos). É se desafiar todos os dias contra o medo do fracasso, da rejeição, da falta de amigos e família (parentes). É tempo de se conhecer melhor, de entender as emoções, reconhecer propósito, analisar objetivos e traçar metas, e se preparar aproveitando as oportunidades. É tempo de adaptação e crescimento.  Nossa história fora do país nos mostrou uma resiliência que não sabíamos que tínhamos. Nos trouxe amigos, nos enriqueceu histórica e culturalmente e nos deu a condição de enriquecer outros através da nossa história.  Quando o Senhor nos enviou para fora da nossa pátria sentimos um misto de emoções: alegria e gratidão pela confiança Dele em nós de que daríamos conta da tarefa, e medo e insegurança pelo desconhecido e lutas que viriam numa terra distante e diferente da nossa.  Descobertas Em alguns momentos de deserto, nos pegamos conversando com Ele como Jeremias no capítulo 15 e sempre encontramos sua resposta e ação, mesmo que num momento e de um jeito diferente do nosso. Essa nova jornada com ele nos ensinou a confiar no Deus que criou tudo a partir do vazio, no pai que nunca abandona ou desampara o filho, no amigo que ama, cuida, ensina e exorta.  Desafios  A vida transcultural, seja em ministério pastoral ou missionário, seja viver luz e sal da terra no mundo corporativo, é ao mesmo tempo desafiadora e recompensadora. Sempre teremos altos e baixos. O necessário para sobreviver e seguir em frente é a certeza do chamado, a confiança na presença Dele conosco e no cumprimento das Suas promessas para  nós. Por Jacqueline Perruci.  Obreira da Crossover Global @jacquelineperruci 

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Sunset on a voyage

Viagens da vida

Hoje (junho, 2022), sozinha, sentada no aeroporto de Londres esperando o próximo vôo pra chegar em casa, observo o movimento das pessoas chegando e saindo. Verdadeira diversidade de biotipos, línguas, vestimentas, comidas, idades, tattoos, sorrisos e expressões, modos de andar.  Culturas que se apresentam nos seus gestos e cores, nas bagagens, bolsas e sacolas que levam. Corpos que contam suas histórias. Que registros estão impressos atrás dos olhares? Que trajetos fazem? Para casa? De férias? A trabalho? Não importa! São corações vivendo amores ou dissabores na esperança de encontros. Lojas que vendem falsas necessidades. Verdadeiras explosões de cores e formas esperando se tornar um presente. Diversidade criativa, multiforme, cada um revelando suas origens. Eles vão e voltam, entram e saem e a vida continua… Fico  a pensar nas suas histórias, dores, lutas, desejos, esperanças e frustrações. Marcas e registros que vêm carregados de significados. Memórias de solidão, de sentimento de não pertencer, de ser diferente por morar em  outra cultura.     Mulheres sofridas E a vida também continuou para duas viúvas que viveram muitos séculos atrás. Viveram em tempos distantes, sofreram a perda de seus maridos, ficaram sozinhas sem perspectivas de um futuro, sem esperanças. Sozinhas … vivendo o luto e todo o peso da solidão, da cobrança social, peso da sobrevivência. Não sabemos há quanto tempo elas estavam viúvas e a vida pesando sobre seus ombros.  Noemi se torna amarga, sem esperança, estrangeira naquela terra,  decide voltar para a sua terra natal, sem paradas em aeroportos, sem aviões, sem malas, nem presentes, e a outra decidiu ir junto. Rute decide acompanhá-la, mesmo Noemi não tendo nada para oferecer, nem um futuro marido. Rute reconhece a fidelidade e a devoção da sogra ao seu Deus e decide assumir também este compromisso de fidelidade e devoção a um Deus que ela aprende a amar.  Saíram levando apenas suas vidas, quem sabe uma sacola com alguns pertences e um fio de esperança de encontrar acolhimento com sua gente.  Noemi vivendo o choque reverso ao encontrar a amigas que questionaram sua vida e Rute vivendo como estrangeira, o encontro com o desconhecido, em  outra terra, outra cultura, costumes, outro Deus. Noemi reviveu o drama da sua dor e frustração,  das memórias do tempo vivido ali que não existe mais. Foi confrontada com a dor da saudade dos que já se foram, a dor da  solidão, do luto, das perdas sofridas, a  dor da impossibilidade de refazer a vida. Rute enfrentou o trabalho em campos desconhecidos, sendo tratada como estrangeira. Recolheu sementes, foi acolhida, foi vista e cuidada. Seus dias começaram a abrir um raio de esperança. Muitas vezes, nós, mulheres sozinhas em campos estrangeiros, nos deparamos com perguntas sem respostas, com sentimentos de frustração por não entender os acontecimentos sem as soluções pedidas por tanto tempo. Vemos a realidade imediata e ela não  nos agrada, ela turva o olhar para o sentido da vida e para o que me propus diante de Deus. Ele tem uma visão ampla, do aqui e agora e do amanhã e depois do amanhã. Assim  também foi com  Noemi e Rute. A vida perdeu o sentido.       Esperança  Deus teceu os caminhos e preparou restauração, nova esperança, novo sentido para a vida delas.O resgatador surgiu e trouxe uma nova possibilidade: ser incluída, passar a pertencer, formar família, gerar filhos.  Ambas renovaram suas forças, suas esperanças.  Deus cuidou  de cada detalhe e a história dessas mulheres passou a fazer parte da nossa história. Do fruto do ventre de Rute, ventre da estrangeira que foi recebida, nasceu o ramo da casa de Davi e a tornou incluída na genealogia daquele que veio para nos receber e nos incluir na Sua família, Jesus, o leão da tribo de Judá. Através dele, nós mulheres, sozinhas ou não, podemos experimentar com segurança as viagens que os “aeroportos da vida” nos oferecem, estar no meio de estrangeiros sabendo que estou incluída na sua grande família e protegida por Ele. Rute e Noemi nos ensinam a olhar para a dor e sofrimento, para as incertezas da vida com esperança pela possibilidade de restauração plena da nossa história de vida.   E a vida continua…

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Etapas na vida de um líder

A liderança é certamente um trabalho desafiador, e neste artigo irei explorar as etapas na vida de um líder. Conhecer estas etapas certamente poderá te ajudar a desempenhar este papel. Os estudos e pesquisas de J. Robert Clinton giraram em torno das perguntas: O que significa ser um líder? O que é preciso para ser o líder que Deus quer? Qual o processo, o custo, o resultado? Para sua surpresa, ele constatou que o processo de desenvolvimento de um líder é amplo, complexo, envolve todos os processos da vida e acontece durante a vida toda. Ele percebeu também que este desenvolvimento se dá em fases distintas nas quais Deus trabalha e prepara elementos fundamentais para a vida do líder. É um “programa curricular” de Deus adequado para cada pessoa visando o seu desenvolvimento. A sua pesquisa levantou padrões de surgimento de liderança que levam a olhar a vida a partir de perspectivas a longo prazo. Ele nomeou o seu trabalho de Teoria de Desenvolvimento de Liderança. A liderança é um processo dinâmico em que um homem ou uma mulher, com capacidade que Deus lhe deu, influencia um grupo específico do povo de Deus em direção aos propósitos dele para esse grupo. Um líder se define pela sua influência em direção aos propósitos de Deus nas áreas pessoal direta, indireta e organizacional. O desenvolvimento de um líder inclui todos os processos da vida, não apenas o treinamento formal. Desenvolvimento de liderança é um termo muito mais amplo do que treinamento de liderança. Este se refere a uma pequena parte do processo global, concentrando-se principalmente no aprendizado de habilidades. O desenvolvimento de liderança inclui isto e muito mais. Deus desenvolve um líder durante toda a vida. Esse desenvolvimento é uma função do uso de eventos e pessoas para gravar as lições de liderança em um líder (processamento), tempo, e resposta do líder. É um processo para a uma vida inteira de lições de Deus. Há cinco fases de desenvolvimento, às vezes seis, e em cada uma delas Deus propõe tarefas e vivências específicas para o desenvolvimento do líder: Fase I: Fundações soberanas Fase II: Crescimento interior Fase III: Amadurecimento do ministério Fase IV: Amadurecimento da vida Fase V: Convergência Fase VI: Celebração Uma fase de desenvolvimento é uma unidade de tempo na vida da pessoa. Elas não são absolutas, mas são úteis porque nos forçam a analisar o que Deus está fazendo em um certo período na vida da pessoa. Vamos apresentar de forma sucinta as características de cada fase para que possamos avaliar em que fase do processo estamos e o que Deus tem trabalhado em nossas vidas. Fase I: Fundações soberanas Nesta fase Deus age através da família, ambiente e eventos históricos. Inicia no nascimento. Ele trabalha características da personalidade, experiências e o contexto da época. A lição principal que ele precisa aprender é responder positivamente e tirar vantagem do que Deus colocou nessas fundações. Com freqüência é difícil ver a importância de todos esses itens antes que venham as últimas fases. Um exemplo claro na Bíblia deste aspecto é a vida de José.    Fase II: Crescimento interior Via de regra a situação limítrofe entre as Fases I e II é a experiência da conversão, o compromisso de entrega a Deus. Nesta fase ele começa a receber algum tipo de treinamento ministerial, que pode ser informal, ou formal. Aprende trabalhando no âmbito da igreja local ou organização cristã. Seus modelos de aprendizagem são: imitação de um modelo, aprendizagem informal e a tutela de um mentor. À primeira vista parece que o foco de desenvolvimento desta fase é o treinamento ministerial. Mas numa análise mais profunda, fica claro que a concentração maior de Deus é no desenvolvimento interior. O verdadeiro “programa curricular” é o coração da pessoa. O líder aprende a importância de orar e ouvir a Deus, cresce em discernimento, entendimento e obediência. É testado nestas áreas. Estes primeiros testes são experiências cruciais que Deus usa para preparar o líder para os próximos passos na liderança.  Fase III: Amadurecimento do ministério Nesta fase o líder entra para o ministério como enfoque principal de sua vida. Receberá mais treinamento, formal ou informal voltados para a sua função. As principais atividades nesta fase são ministeriais.  Nas três primeiras fases Deus trabalha principalmente no líder e não por meio dele. Muitas das lições que ele aprende terão a ver com seu relacionamento com outras pessoas ou com aspectos inadequados da sua vida pessoal. Pode ter ministério frutífero, mas a obra principal é o que Deus está fazendo com o líder, nele e não por meio dele. A maioria dos lideres em formação avaliam a produtividade, as atividades, os frutos, mas Deus está tentando, em silêncio e com frequência de maneiras incomuns, levar o líder a ver que só se pode ministrar a partir do que se é. Deus se importa com o que somos. Ele quer nos ensinar apenas uma coisa: “estou formando Cristo em você!” É isto que dará poder ao ministério que você tem.  Fase IV: Amadurecimento da vida A ênfase desta fase é: “você ministra do que você é”. Nesta fase o líder identifica seu conjunto de dons, dá frutos maduros e Deus agora age por meio dele. Deus usa a vida e os dons da pessoa para influenciar outros. Ele adquire um senso de prioridade concernente ao melhor uso dos seus dons e compreende que aprender o que não fazer é tão importante quanto aprender o que fazer. A pessoa reconhece que parte da orientação de Deus para o ministério vem por estabelecer prioridades para o ministério pelo discernimento dos dons.  O princípio de que o “ministério flui do que se é” toma um novo significado à medida que o caráter do líder toma corpo e amadurece. A comunhão com Deus torna-se fundamental; ela é mais importante que o sucesso no ministério. Com esta mudança, o próprio ministério assume uma relevância e produtividade maior.  Fase V: Convergência Nesta fase o líder é levado por Deus a desempenhar um

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Cuidado do missionário em missão transcultural - Lea Marcondes

Desafios do Cuidado Integral do Missionário

Desafios do cuidado integral do missionário O Cuidado Integral do Missionário, CIM, pastoreio, aconselhamento e mentoreio é uma área nova no campo das missões. Atualmente já é reconhecida pelas agências missionárias, por psicólogos e conselheiros que trabalham nesta área, mas no âmbito da igreja que acompanha o seu rebanho, tanto no contexto local quanto internacional, muito precisa ser desenvolvido. Líderes e missionários que se encontram em países com diferentes culturas e situações políticas delicadas sofrem pressões específicas.  O maior desafio que temos enfrentado no cuidado do missionário é desenvolver caminhos no processo de mentoria, levantamentos adequados, testes psicológicos adequados e definir processos que sejam aplicáveis a qualquer cultura. Existe ainda pouco material específico publicado que avaliem suas necessidades de forma adequada e precisa. A maioria das agências trabalha com missionários fora do seu país natal e por isso eles precisam ser preparados para enfrentar uma outra cultura com seus diferentes desafios. Nos deparamos com situações do choque cultural, dos lutos pelas perdas quando vão para outro país, adaptações diversas, cuidados com a segurança, escolarização dos filhos, aprendizagem dos costumes e da língua local, entre outros. Não é uma tarefa fácil! Situação problema e identificação  Missionários que se encontram em países com diferentes culturas e situações políticas delicadas sofrem pressões específicas. Antes de irem ao campo eles necessitam se preparar tanto com temas pertinentes ao trabalho que vão desenvolver quanto emocionalmente, bem como receber recursos diversos que os capacitem para enfrentar as situações diferentes e conflitantes que surgem no campo.   A área do CIM, por ser nova, ainda apresenta resistências características pelo desconhecimento da sua importância para o desenvolvimento e preparo do missionário. Além disso, temos o preconceito natural com relação a trabalhos na área relacional e emocional, bem como a concordância do missionário em aceitar o trabalho. Estes são os primeiros desafios que precisamos trabalhar com aqueles que lideram e coordenam missionários: a importância da conscientização do autoconhecimento, dos potenciais pessoais e fragilidades que possibilitará ampliação das habilidades relacionais e colaborativas de forma mais abrangente. O Mentoring de Transição Cultural vem preencher esta lacuna com uma abordagem sistêmica focada no desenvolvimento pessoal do missionário em todos os seus ambientes: familiar, social, missiológico.

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Aprendizagem e seus desafios

Existem vários estudos sobre estilos de aprendizagem, ou seja, as formas preferenciais que o indivíduo utiliza para organizar e assimilar suas aprendizagens. As preferências direcionam os passos, as necessidades e as condições prévias para uma boa utilização do potencial. É importante que os pais e professores conheçam seu próprio processo de aprendizagem, suas dificuldades e as dos seus filhos/alunos para poderem lidar com mais eficiência nas intervenções. Existem estudos que avaliam métodos de estudo, comportamentos diante da aprendizagem, funcionamento cerebral, operações mentais, entre outros. Estes estudos são avanços no cuidado, acompanhamento e tratamento nas dificuldades na área da aprendizagem.  O Instituto Nacional de Saúde Mental (EUA) define Dificuldade de Aprendizagem como uma desordem que afeta as habilidades pessoais do sujeito em interpretar o que é visto, ouvido, ou relacionar essas informações vindas de diferentes partes do cérebro. Essas limitações podem aparecer de diferentes formas: dificuldades específicas no falar, no escrever, coordenação motora, autocontrole, ou atenção. Essas dificuldades abrangem os trabalhos escolares e podem impedir o aprendizado da leitura, compreensão de textos, da escrita ou da matemática. Essas manifestações podem ocorrer durante a vida do sujeito, tanto na criança quanto no adulto afetando várias facetas: trabalhos escolares, rotina diária, vida familiar, campo profissional, amizades e diversões. Em algumas pessoas as manifestações dessas desordens são visíveis e afetam grandemente. Em outras, aparece apenas um aspecto isolado do problema, causando pequeno impacto em outras áreas da vida. As dificuldades de aprendizagem podem aparecer em qualquer fase da vida, mas são mais evidentes na escolarização da criança. A observação dos pais e dos professores é fundamental para detectar a necessidade de ajuda profissional. A criança sofre, pois não sabe o que está acontecendo com ela, porque não aprende como os colegas e não sabe explicar o que está acontecendo com ela. Muitas vezes ela é rotulada como preguiçosa, desleixada, irresponsável, entre outros rótulos. Isto apenas agrava o problema! Quanto mais cedo esta criança for atendida profissionalmente, mas cedo ela aprenderá a lidar com suas dificuldades, descobrir recursos para resolver os desafios apresentados pela escola e pela vida. A psicopedagogia hoje trabalha com métodos e técnicas de abordagens diferenciadas que proporcionam mudanças significativas e duradouras no indivíduo.  O ano escolar quando inicia vem carregado de desejos, sonhos e expectativas tanto da criança, quanto pais e professores. Se seu filho ou filha apresentou dificuldades escolares no ano que passou, não espere até o final do ano escolar para buscar auxílio profissional independentemente de notas das provas ou boletins. Quanto mais cedo a criança for atendida, feita uma avaliação ampla, melhor para todos! A pressão emocional e a autoestima nestas situações são profundamente afetadas, gerando maiores dificuldades para a criança. Portanto, pais, não deixem para depois aquilo que pode ser minimizado agora! Busquem um profissional que atende esta área para que possa auxiliá-los no grande desafio que é levar os filhos a uma maturidade saudável e segura! E para que isto seja alcançado é necessário vencer os obstáculos que se apresentam nas diversas áreas da vida!

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solidão morando fora do pais no exterior a morar no estrangeiro

Como lidar com a solidão morando no exterior

Nas minhas conversas com brasileiros que moram em outro país, escuto com frequência a dificuldade que eles têm para lidar com a solidão. Os amigos e familiares que estão no Brasil diminuem a frequência das conversas e alguns não procuram mais para conversar. A diferença do fuso horário é um empecilho que dificulta os ajustes para os encontros. A relação de afeto com os amigos, irmãos da igreja, família, que acontecia no Brasil se dilui. A construção de laços afetivos em outro país não é nada simples e a cultura geralmente tem maneiras diferentes de construir laços de amizades. É tudo muito lento e o sentimento de estar sozinho vai crescendo porque não consegue desenvolver relacionamentos que preencham afetivamente. Vivemos neste momento de pandemia onde o afastamento entre as pessoas ficou maior o que dificultou ainda mais este aspecto dos relacionamentos.  Sentir-se só envolve vários fatores que precisam ser avaliados do ponto de vista situacional. Posso me sentir só no meio de uma multidão, assim como me sentir só estando sozinha em algum lugar. Sentir-se só está relacionado com a percepção sobre si mesmo, a baixa autoestima, não estar bem consigo mesmo, ou estar vivendo uma situação onde não encontra pessoas para compartilhar. O que é solidão A solidão não está relacionada a não ter pessoas à minha volta, estar em isolamento. Conheço pessoas que estão rodeadas em casa, ou com  amigos e se sentem solitárias. Mas, hoje, entendo que em algum momento da vida precisamos ter um encontro com a solidão para podermos penetrar no íntimo da alma e encontrar  um “lugar seguro” consigo mesmo para acolher e acalentar  a inquietude que a solidão traz. Este encontro com a solidão não é sinônimo de isolamento.  Henri Nouwen aborda este tema em seu livro Crescer: os três  movimentos da vida espiritual. Ele afirma que “ para viver uma vida espiritual, primeiro devemos ter coragem de entrar no deserto de nosso isolamento e transformá-lo por meio de esforços sutis e persistentes em um jardim de solidão. O movimento que vai do isolamento à solidão não é um movimento de crescente recolhimento e pode lentamente tornar possível a conversão de nossas reações temerosas em respostas de amor”. É  preciso fechar-se para conhecer-se profundamente  para depois desabrochar para ir ao encontro do outro. A consciência sobre si mesmo preenche o vazio inquietante porque me reconheço, sei quem eu sou e onde estou na jornada da vida, consigo “me acolher” sem restrições.   A vivência em outra cultura amplia o sentimento de solidão,  ela ganha novas dimensões, não apenas relacionais. É a vivência do banzo, ou seja, de uma melancolia misturada  com vários sentimentos: saudades da terra natal, dos aromas e gostos, dos sons da pátria, vozes na língua mãe, palavras no português que não tem o mesmo significado na outra língua, saudades do abraço caloroso, corpo no corpo, aaaffff, muitos movimentos internos! O mergulho no banzo tira o nosso foco do caminho necessário para as adaptações e ajustes na outra cultura. O banzo é a passagem pelo isolamento para poder sair dele. É um mergulho de encontros necessários para descobrir respostas sobre si mesmo. Respostas importantes para o crescimento e amadurecimento.  Enfrentar a solidão é ter coragem para olhar para si mesmo, buscar soluções para questionamentos, ajustar o amor próprio para poder se entregar com leveza aos relacionamentos com o outro, aquele outro que é diferente de mim e ao mesmo tempo tão humano como eu. Lidar com a solidão é lidar consigo mesmo na busca de superar os medos e incertezas.    Como lidar com a solidão se me sinto só?      É relevante você encontrar um espaço acolhedor onde você possa expressar seus sentimentos sem temor de ser julgado. Espaço onde você possa olhar cada faceta da solidão, cada faceta das suas reações, colocá-las no lugar e acalmá-las. Te convido a conhecer a Mentoria de Transição Cultural que oferece este espaço de escuta empática para você.

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colagem mulher jovem expressões emoções gestos - Lea Marcondes

Como lidar com as emoções geradas na vida no exterior

  A vida no exterior nos empurra para lugares emocionais que ainda não tínhamos visitado. Desperta algo em nós que às vezes nos assusta porque não sabemos como lidar, com quem conversar, como processar este estranhamento interno. Algumas tentativas de compartilhar com amigos que não passaram pela mesma situação nos frustram profundamente porque eles não conseguem entender o que está acontecendo. Muitas vezes sua fala nos faz sentir culpados por estarmos nos sentindo dessa forma. E aí tudo fica mais confuso e pesado. O nosso corpo sofre influência de vários fatores que influenciam o nosso estado emocional. Se o novo país está em outro hemisfério temos uma nova percepção da luz solar, da leitura da natureza do lugar. As frutas, verduras, água, carnes, peixes e outros alimentos tem sabores diferentes porque a química da terra de plantio, da água do mar e dos rios é diferente da química que teu corpo estava acostumado. Estas adaptações fisiológicas sao sutis, mas são importantes. Nosso corpo vai reagir de forma diferente até encontrar novamente a “homeostase”, ou seja, o equilíbrio do bom funcionamento. A diferença de fuso horário e da posição do local no meridiano provoca alteração no ciclo biológico que demora cerca dos três primeiros meses até o corpo estar fisiológica e metabólicamente adaptado.  Mas o que tudo isto tem a ver com minhas emoções? Tudo! Nossas emoções são vividas no corpo, se nosso corpo está “desorganizado” nossas emoções também bem estarão. Esta desorganização no corpo influencia uma desorganização cognitiva e vice-versa. As três áreas andam de mãos dadas: corpo-emoções-mente. Então o que fazer para lidar com as emoções com tudo isto que está acontecendo no meu corpo? Entenda que é um momento de desorganização e você precisa observar o como e o quê está acontecendo em cada área para respeitar o fluxo das adaptações e intencionalmente cuidar de cada uma delas para não sobrecarregar. As emoções vão estar circulando a todo vapor neste início da chegada. É preciso ter tempo para descansar para “repor as energias” e dar tempo para o corpo entrar em equilíbrio novamente.  E depois? A vida vai andando, novos desafios chegam, novas situações aparecem  e novas emoções eclodem. A transição cultural é um processo que precisa ser  vivenciado sem atropelos. Para que aconteça assim é importante que se tenha consciência do que acontece em cada fase, de como você pode ser ajudado de modo assertivo. O bom processamento das emoções está vinculado com uma boa escuta, com acolhimento empático, do compartilhar sem medo de ser julgado ou criticado.  O profissional experiente em transição cultural tem recursos apropriados para orientar, apoiar e auxiliar você a passar por todas estas fases emocionais mais tranquilamente.

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