Missionário transcultural

Você é missionário transcultural?

Então nós entendemos bem dos desafios que vocês encontram em países ao redor do mundo… Além de todo estresse de estar longe do país natal, longe de amigos e familiares, encarar uma nova cultura e desbravar regiões muitas vezes hostis, não é para qualquer pessoa. Alguns detalhes, para que sua missão siga em frente, são super importantes para trazer conforto para o missionário em campo. O transito de recursos internacionais é um deles. Sabemos a dificuldade que é enviar ou receber doações financeiras todos os meses. Custos altos, impostos indevidos, taxas abusivas, limite operacional, documentos comprobatórios ou excesso de burocracia que tornam o processo uma tarefa quase impossível. O atendimento via “máquina”, ou seja o auto-atendimento é muito válido desde que você saiba exatamente o que precisa, e que tenha confiança que a operação será realizada dentro da lei e que você não será sobretaxado. Estamos aqui para facilitar todas essas questões para missionários, agências de missões ou Igrejas. Criamos um núcleo chamado MISSÕES, onde quem faz parte desse núcleo têm benefícios exclusivos: – Menor spread do mercado; – Taxa zero de contrato (para operações em dólar ou euro) – Zero IR nas doações (PF e PJ); – Redução e antecipação de burocracia; – Acompanhamento de ponta a ponta; O custo da operação* = IOF + Spread (Para envio de recursos na moeda dólar ou euro) (Para outras moedas, consultar) (Dependendo da natureza da operação, pode incluir imposto) Fazendo parte do Núcleo Missões DIBIX, você terá certeza que tem a melhor opção do mercado para enviar ou receber recursos. Esse é o nosso compromisso! *Para envio de recursos na moeda dólar ou euro; Para outras moedas, consultar; Dependendo da natureza da operação, pode incluir imposto; IOF = 0,38% ou 1,10% (dependendo da natureza da operação); SPREAD = o custo do banco nas operações (esse só quem é do Núcleo de Missões DIBIX tem acesso). Texto escrito por Luciana Biazi Para conehcer mais sobre o trabalho da Luciana, clique aqui

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Uma jornada transcultural

Uma jornada transcutural

Viver fora do país é considerado um privilégio. Expandimos os horizontes, conhecemos culturas, povos, comidas e crenças diferentes, aprendemos outras línguas. Entendemos que a nossa cultura não é a ditadora das regras, que a forma que vivemos pode ser aprimorada, que a maneira com que tratamos os outros pode e deve ser ajustada. Dependendo do país, pode-se até fazer dinheiro. Mas poucos sabem como é a realidade de quem vive fora da sua pátria – preconceito contra a sua nação, humilhações, solidão, escassez de companhia, choque cultural, geográfico, culinário e relacional.  Viver fora do país é viver uma outra história, diferente daquela que você viveu durante sua infância (para aqueles que saíram quando adolescentes ou adultos). É se desafiar todos os dias contra o medo do fracasso, da rejeição, da falta de amigos e família (parentes). É tempo de se conhecer melhor, de entender as emoções, reconhecer propósito, analisar objetivos e traçar metas, e se preparar aproveitando as oportunidades. É tempo de adaptação e crescimento.  Nossa história fora do país nos mostrou uma resiliência que não sabíamos que tínhamos. Nos trouxe amigos, nos enriqueceu histórica e culturalmente e nos deu a condição de enriquecer outros através da nossa história.  Quando o Senhor nos enviou para fora da nossa pátria sentimos um misto de emoções: alegria e gratidão pela confiança Dele em nós de que daríamos conta da tarefa, e medo e insegurança pelo desconhecido e lutas que viriam numa terra distante e diferente da nossa.  Descobertas Em alguns momentos de deserto, nos pegamos conversando com Ele como Jeremias no capítulo 15 e sempre encontramos sua resposta e ação, mesmo que num momento e de um jeito diferente do nosso. Essa nova jornada com ele nos ensinou a confiar no Deus que criou tudo a partir do vazio, no pai que nunca abandona ou desampara o filho, no amigo que ama, cuida, ensina e exorta.  Desafios  A vida transcultural, seja em ministério pastoral ou missionário, seja viver luz e sal da terra no mundo corporativo, é ao mesmo tempo desafiadora e recompensadora. Sempre teremos altos e baixos. O necessário para sobreviver e seguir em frente é a certeza do chamado, a confiança na presença Dele conosco e no cumprimento das Suas promessas para  nós. Por Jacqueline Perruci.  Obreira da Crossover Global @jacquelineperruci 

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Sunset on a voyage

Viagens da vida

Hoje (junho, 2022), sozinha, sentada no aeroporto de Londres esperando o próximo vôo pra chegar em casa, observo o movimento das pessoas chegando e saindo. Verdadeira diversidade de biotipos, línguas, vestimentas, comidas, idades, tattoos, sorrisos e expressões, modos de andar.  Culturas que se apresentam nos seus gestos e cores, nas bagagens, bolsas e sacolas que levam. Corpos que contam suas histórias. Que registros estão impressos atrás dos olhares? Que trajetos fazem? Para casa? De férias? A trabalho? Não importa! São corações vivendo amores ou dissabores na esperança de encontros. Lojas que vendem falsas necessidades. Verdadeiras explosões de cores e formas esperando se tornar um presente. Diversidade criativa, multiforme, cada um revelando suas origens. Eles vão e voltam, entram e saem e a vida continua… Fico  a pensar nas suas histórias, dores, lutas, desejos, esperanças e frustrações. Marcas e registros que vêm carregados de significados. Memórias de solidão, de sentimento de não pertencer, de ser diferente por morar em  outra cultura.     Mulheres sofridas E a vida também continuou para duas viúvas que viveram muitos séculos atrás. Viveram em tempos distantes, sofreram a perda de seus maridos, ficaram sozinhas sem perspectivas de um futuro, sem esperanças. Sozinhas … vivendo o luto e todo o peso da solidão, da cobrança social, peso da sobrevivência. Não sabemos há quanto tempo elas estavam viúvas e a vida pesando sobre seus ombros.  Noemi se torna amarga, sem esperança, estrangeira naquela terra,  decide voltar para a sua terra natal, sem paradas em aeroportos, sem aviões, sem malas, nem presentes, e a outra decidiu ir junto. Rute decide acompanhá-la, mesmo Noemi não tendo nada para oferecer, nem um futuro marido. Rute reconhece a fidelidade e a devoção da sogra ao seu Deus e decide assumir também este compromisso de fidelidade e devoção a um Deus que ela aprende a amar.  Saíram levando apenas suas vidas, quem sabe uma sacola com alguns pertences e um fio de esperança de encontrar acolhimento com sua gente.  Noemi vivendo o choque reverso ao encontrar a amigas que questionaram sua vida e Rute vivendo como estrangeira, o encontro com o desconhecido, em  outra terra, outra cultura, costumes, outro Deus. Noemi reviveu o drama da sua dor e frustração,  das memórias do tempo vivido ali que não existe mais. Foi confrontada com a dor da saudade dos que já se foram, a dor da  solidão, do luto, das perdas sofridas, a  dor da impossibilidade de refazer a vida. Rute enfrentou o trabalho em campos desconhecidos, sendo tratada como estrangeira. Recolheu sementes, foi acolhida, foi vista e cuidada. Seus dias começaram a abrir um raio de esperança. Muitas vezes, nós, mulheres sozinhas em campos estrangeiros, nos deparamos com perguntas sem respostas, com sentimentos de frustração por não entender os acontecimentos sem as soluções pedidas por tanto tempo. Vemos a realidade imediata e ela não  nos agrada, ela turva o olhar para o sentido da vida e para o que me propus diante de Deus. Ele tem uma visão ampla, do aqui e agora e do amanhã e depois do amanhã. Assim  também foi com  Noemi e Rute. A vida perdeu o sentido.       Esperança  Deus teceu os caminhos e preparou restauração, nova esperança, novo sentido para a vida delas.O resgatador surgiu e trouxe uma nova possibilidade: ser incluída, passar a pertencer, formar família, gerar filhos.  Ambas renovaram suas forças, suas esperanças.  Deus cuidou  de cada detalhe e a história dessas mulheres passou a fazer parte da nossa história. Do fruto do ventre de Rute, ventre da estrangeira que foi recebida, nasceu o ramo da casa de Davi e a tornou incluída na genealogia daquele que veio para nos receber e nos incluir na Sua família, Jesus, o leão da tribo de Judá. Através dele, nós mulheres, sozinhas ou não, podemos experimentar com segurança as viagens que os “aeroportos da vida” nos oferecem, estar no meio de estrangeiros sabendo que estou incluída na sua grande família e protegida por Ele. Rute e Noemi nos ensinam a olhar para a dor e sofrimento, para as incertezas da vida com esperança pela possibilidade de restauração plena da nossa história de vida.   E a vida continua…

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Etapas na vida de um líder

A liderança é certamente um trabalho desafiador, e neste artigo irei explorar as etapas na vida de um líder. Conhecer estas etapas certamente poderá te ajudar a desempenhar este papel. Os estudos e pesquisas de J. Robert Clinton giraram em torno das perguntas: O que significa ser um líder? O que é preciso para ser o líder que Deus quer? Qual o processo, o custo, o resultado? Para sua surpresa, ele constatou que o processo de desenvolvimento de um líder é amplo, complexo, envolve todos os processos da vida e acontece durante a vida toda. Ele percebeu também que este desenvolvimento se dá em fases distintas nas quais Deus trabalha e prepara elementos fundamentais para a vida do líder. É um “programa curricular” de Deus adequado para cada pessoa visando o seu desenvolvimento. A sua pesquisa levantou padrões de surgimento de liderança que levam a olhar a vida a partir de perspectivas a longo prazo. Ele nomeou o seu trabalho de Teoria de Desenvolvimento de Liderança. A liderança é um processo dinâmico em que um homem ou uma mulher, com capacidade que Deus lhe deu, influencia um grupo específico do povo de Deus em direção aos propósitos dele para esse grupo. Um líder se define pela sua influência em direção aos propósitos de Deus nas áreas pessoal direta, indireta e organizacional. O desenvolvimento de um líder inclui todos os processos da vida, não apenas o treinamento formal. Desenvolvimento de liderança é um termo muito mais amplo do que treinamento de liderança. Este se refere a uma pequena parte do processo global, concentrando-se principalmente no aprendizado de habilidades. O desenvolvimento de liderança inclui isto e muito mais. Deus desenvolve um líder durante toda a vida. Esse desenvolvimento é uma função do uso de eventos e pessoas para gravar as lições de liderança em um líder (processamento), tempo, e resposta do líder. É um processo para a uma vida inteira de lições de Deus. Há cinco fases de desenvolvimento, às vezes seis, e em cada uma delas Deus propõe tarefas e vivências específicas para o desenvolvimento do líder: Fase I: Fundações soberanas Fase II: Crescimento interior Fase III: Amadurecimento do ministério Fase IV: Amadurecimento da vida Fase V: Convergência Fase VI: Celebração Uma fase de desenvolvimento é uma unidade de tempo na vida da pessoa. Elas não são absolutas, mas são úteis porque nos forçam a analisar o que Deus está fazendo em um certo período na vida da pessoa. Vamos apresentar de forma sucinta as características de cada fase para que possamos avaliar em que fase do processo estamos e o que Deus tem trabalhado em nossas vidas. Fase I: Fundações soberanas Nesta fase Deus age através da família, ambiente e eventos históricos. Inicia no nascimento. Ele trabalha características da personalidade, experiências e o contexto da época. A lição principal que ele precisa aprender é responder positivamente e tirar vantagem do que Deus colocou nessas fundações. Com freqüência é difícil ver a importância de todos esses itens antes que venham as últimas fases. Um exemplo claro na Bíblia deste aspecto é a vida de José.    Fase II: Crescimento interior Via de regra a situação limítrofe entre as Fases I e II é a experiência da conversão, o compromisso de entrega a Deus. Nesta fase ele começa a receber algum tipo de treinamento ministerial, que pode ser informal, ou formal. Aprende trabalhando no âmbito da igreja local ou organização cristã. Seus modelos de aprendizagem são: imitação de um modelo, aprendizagem informal e a tutela de um mentor. À primeira vista parece que o foco de desenvolvimento desta fase é o treinamento ministerial. Mas numa análise mais profunda, fica claro que a concentração maior de Deus é no desenvolvimento interior. O verdadeiro “programa curricular” é o coração da pessoa. O líder aprende a importância de orar e ouvir a Deus, cresce em discernimento, entendimento e obediência. É testado nestas áreas. Estes primeiros testes são experiências cruciais que Deus usa para preparar o líder para os próximos passos na liderança.  Fase III: Amadurecimento do ministério Nesta fase o líder entra para o ministério como enfoque principal de sua vida. Receberá mais treinamento, formal ou informal voltados para a sua função. As principais atividades nesta fase são ministeriais.  Nas três primeiras fases Deus trabalha principalmente no líder e não por meio dele. Muitas das lições que ele aprende terão a ver com seu relacionamento com outras pessoas ou com aspectos inadequados da sua vida pessoal. Pode ter ministério frutífero, mas a obra principal é o que Deus está fazendo com o líder, nele e não por meio dele. A maioria dos lideres em formação avaliam a produtividade, as atividades, os frutos, mas Deus está tentando, em silêncio e com frequência de maneiras incomuns, levar o líder a ver que só se pode ministrar a partir do que se é. Deus se importa com o que somos. Ele quer nos ensinar apenas uma coisa: “estou formando Cristo em você!” É isto que dará poder ao ministério que você tem.  Fase IV: Amadurecimento da vida A ênfase desta fase é: “você ministra do que você é”. Nesta fase o líder identifica seu conjunto de dons, dá frutos maduros e Deus agora age por meio dele. Deus usa a vida e os dons da pessoa para influenciar outros. Ele adquire um senso de prioridade concernente ao melhor uso dos seus dons e compreende que aprender o que não fazer é tão importante quanto aprender o que fazer. A pessoa reconhece que parte da orientação de Deus para o ministério vem por estabelecer prioridades para o ministério pelo discernimento dos dons.  O princípio de que o “ministério flui do que se é” toma um novo significado à medida que o caráter do líder toma corpo e amadurece. A comunhão com Deus torna-se fundamental; ela é mais importante que o sucesso no ministério. Com esta mudança, o próprio ministério assume uma relevância e produtividade maior.  Fase V: Convergência Nesta fase o líder é levado por Deus a desempenhar um

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Cuidado do missionário em missão transcultural - Lea Marcondes

Desafios do Cuidado Integral do Missionário

Desafios do cuidado integral do missionário O Cuidado Integral do Missionário, CIM, pastoreio, aconselhamento e mentoreio é uma área nova no campo das missões. Atualmente já é reconhecida pelas agências missionárias, por psicólogos e conselheiros que trabalham nesta área, mas no âmbito da igreja que acompanha o seu rebanho, tanto no contexto local quanto internacional, muito precisa ser desenvolvido. Líderes e missionários que se encontram em países com diferentes culturas e situações políticas delicadas sofrem pressões específicas.  O maior desafio que temos enfrentado no cuidado do missionário é desenvolver caminhos no processo de mentoria, levantamentos adequados, testes psicológicos adequados e definir processos que sejam aplicáveis a qualquer cultura. Existe ainda pouco material específico publicado que avaliem suas necessidades de forma adequada e precisa. A maioria das agências trabalha com missionários fora do seu país natal e por isso eles precisam ser preparados para enfrentar uma outra cultura com seus diferentes desafios. Nos deparamos com situações do choque cultural, dos lutos pelas perdas quando vão para outro país, adaptações diversas, cuidados com a segurança, escolarização dos filhos, aprendizagem dos costumes e da língua local, entre outros. Não é uma tarefa fácil! Situação problema e identificação  Missionários que se encontram em países com diferentes culturas e situações políticas delicadas sofrem pressões específicas. Antes de irem ao campo eles necessitam se preparar tanto com temas pertinentes ao trabalho que vão desenvolver quanto emocionalmente, bem como receber recursos diversos que os capacitem para enfrentar as situações diferentes e conflitantes que surgem no campo.   A área do CIM, por ser nova, ainda apresenta resistências características pelo desconhecimento da sua importância para o desenvolvimento e preparo do missionário. Além disso, temos o preconceito natural com relação a trabalhos na área relacional e emocional, bem como a concordância do missionário em aceitar o trabalho. Estes são os primeiros desafios que precisamos trabalhar com aqueles que lideram e coordenam missionários: a importância da conscientização do autoconhecimento, dos potenciais pessoais e fragilidades que possibilitará ampliação das habilidades relacionais e colaborativas de forma mais abrangente. O Mentoring de Transição Cultural vem preencher esta lacuna com uma abordagem sistêmica focada no desenvolvimento pessoal do missionário em todos os seus ambientes: familiar, social, missiológico.

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Aprendizagem e seus desafios

Existem vários estudos sobre estilos de aprendizagem, ou seja, as formas preferenciais que o indivíduo utiliza para organizar e assimilar suas aprendizagens. As preferências direcionam os passos, as necessidades e as condições prévias para uma boa utilização do potencial. É importante que os pais e professores conheçam seu próprio processo de aprendizagem, suas dificuldades e as dos seus filhos/alunos para poderem lidar com mais eficiência nas intervenções. Existem estudos que avaliam métodos de estudo, comportamentos diante da aprendizagem, funcionamento cerebral, operações mentais, entre outros. Estes estudos são avanços no cuidado, acompanhamento e tratamento nas dificuldades na área da aprendizagem.  O Instituto Nacional de Saúde Mental (EUA) define Dificuldade de Aprendizagem como uma desordem que afeta as habilidades pessoais do sujeito em interpretar o que é visto, ouvido, ou relacionar essas informações vindas de diferentes partes do cérebro. Essas limitações podem aparecer de diferentes formas: dificuldades específicas no falar, no escrever, coordenação motora, autocontrole, ou atenção. Essas dificuldades abrangem os trabalhos escolares e podem impedir o aprendizado da leitura, compreensão de textos, da escrita ou da matemática. Essas manifestações podem ocorrer durante a vida do sujeito, tanto na criança quanto no adulto afetando várias facetas: trabalhos escolares, rotina diária, vida familiar, campo profissional, amizades e diversões. Em algumas pessoas as manifestações dessas desordens são visíveis e afetam grandemente. Em outras, aparece apenas um aspecto isolado do problema, causando pequeno impacto em outras áreas da vida. As dificuldades de aprendizagem podem aparecer em qualquer fase da vida, mas são mais evidentes na escolarização da criança. A observação dos pais e dos professores é fundamental para detectar a necessidade de ajuda profissional. A criança sofre, pois não sabe o que está acontecendo com ela, porque não aprende como os colegas e não sabe explicar o que está acontecendo com ela. Muitas vezes ela é rotulada como preguiçosa, desleixada, irresponsável, entre outros rótulos. Isto apenas agrava o problema! Quanto mais cedo esta criança for atendida profissionalmente, mas cedo ela aprenderá a lidar com suas dificuldades, descobrir recursos para resolver os desafios apresentados pela escola e pela vida. A psicopedagogia hoje trabalha com métodos e técnicas de abordagens diferenciadas que proporcionam mudanças significativas e duradouras no indivíduo.  O ano escolar quando inicia vem carregado de desejos, sonhos e expectativas tanto da criança, quanto pais e professores. Se seu filho ou filha apresentou dificuldades escolares no ano que passou, não espere até o final do ano escolar para buscar auxílio profissional independentemente de notas das provas ou boletins. Quanto mais cedo a criança for atendida, feita uma avaliação ampla, melhor para todos! A pressão emocional e a autoestima nestas situações são profundamente afetadas, gerando maiores dificuldades para a criança. Portanto, pais, não deixem para depois aquilo que pode ser minimizado agora! Busquem um profissional que atende esta área para que possa auxiliá-los no grande desafio que é levar os filhos a uma maturidade saudável e segura! E para que isto seja alcançado é necessário vencer os obstáculos que se apresentam nas diversas áreas da vida!

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solidão morando fora do pais no exterior a morar no estrangeiro

Como lidar com a solidão morando no exterior

Nas minhas conversas com brasileiros que moram em outro país, escuto com frequência a dificuldade que eles têm para lidar com a solidão. Os amigos e familiares que estão no Brasil diminuem a frequência das conversas e alguns não procuram mais para conversar. A diferença do fuso horário é um empecilho que dificulta os ajustes para os encontros. A relação de afeto com os amigos, irmãos da igreja, família, que acontecia no Brasil se dilui. A construção de laços afetivos em outro país não é nada simples e a cultura geralmente tem maneiras diferentes de construir laços de amizades. É tudo muito lento e o sentimento de estar sozinho vai crescendo porque não consegue desenvolver relacionamentos que preencham afetivamente. Vivemos neste momento de pandemia onde o afastamento entre as pessoas ficou maior o que dificultou ainda mais este aspecto dos relacionamentos.  Sentir-se só envolve vários fatores que precisam ser avaliados do ponto de vista situacional. Posso me sentir só no meio de uma multidão, assim como me sentir só estando sozinha em algum lugar. Sentir-se só está relacionado com a percepção sobre si mesmo, a baixa autoestima, não estar bem consigo mesmo, ou estar vivendo uma situação onde não encontra pessoas para compartilhar. O que é solidão A solidão não está relacionada a não ter pessoas à minha volta, estar em isolamento. Conheço pessoas que estão rodeadas em casa, ou com  amigos e se sentem solitárias. Mas, hoje, entendo que em algum momento da vida precisamos ter um encontro com a solidão para podermos penetrar no íntimo da alma e encontrar  um “lugar seguro” consigo mesmo para acolher e acalentar  a inquietude que a solidão traz. Este encontro com a solidão não é sinônimo de isolamento.  Henri Nouwen aborda este tema em seu livro Crescer: os três  movimentos da vida espiritual. Ele afirma que “ para viver uma vida espiritual, primeiro devemos ter coragem de entrar no deserto de nosso isolamento e transformá-lo por meio de esforços sutis e persistentes em um jardim de solidão. O movimento que vai do isolamento à solidão não é um movimento de crescente recolhimento e pode lentamente tornar possível a conversão de nossas reações temerosas em respostas de amor”. É  preciso fechar-se para conhecer-se profundamente  para depois desabrochar para ir ao encontro do outro. A consciência sobre si mesmo preenche o vazio inquietante porque me reconheço, sei quem eu sou e onde estou na jornada da vida, consigo “me acolher” sem restrições.   A vivência em outra cultura amplia o sentimento de solidão,  ela ganha novas dimensões, não apenas relacionais. É a vivência do banzo, ou seja, de uma melancolia misturada  com vários sentimentos: saudades da terra natal, dos aromas e gostos, dos sons da pátria, vozes na língua mãe, palavras no português que não tem o mesmo significado na outra língua, saudades do abraço caloroso, corpo no corpo, aaaffff, muitos movimentos internos! O mergulho no banzo tira o nosso foco do caminho necessário para as adaptações e ajustes na outra cultura. O banzo é a passagem pelo isolamento para poder sair dele. É um mergulho de encontros necessários para descobrir respostas sobre si mesmo. Respostas importantes para o crescimento e amadurecimento.  Enfrentar a solidão é ter coragem para olhar para si mesmo, buscar soluções para questionamentos, ajustar o amor próprio para poder se entregar com leveza aos relacionamentos com o outro, aquele outro que é diferente de mim e ao mesmo tempo tão humano como eu. Lidar com a solidão é lidar consigo mesmo na busca de superar os medos e incertezas.    Como lidar com a solidão se me sinto só?      É relevante você encontrar um espaço acolhedor onde você possa expressar seus sentimentos sem temor de ser julgado. Espaço onde você possa olhar cada faceta da solidão, cada faceta das suas reações, colocá-las no lugar e acalmá-las. Te convido a conhecer a Mentoria de Transição Cultural que oferece este espaço de escuta empática para você.

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colagem mulher jovem expressões emoções gestos - Lea Marcondes

Como lidar com as emoções geradas na vida no exterior

  A vida no exterior nos empurra para lugares emocionais que ainda não tínhamos visitado. Desperta algo em nós que às vezes nos assusta porque não sabemos como lidar, com quem conversar, como processar este estranhamento interno. Algumas tentativas de compartilhar com amigos que não passaram pela mesma situação nos frustram profundamente porque eles não conseguem entender o que está acontecendo. Muitas vezes sua fala nos faz sentir culpados por estarmos nos sentindo dessa forma. E aí tudo fica mais confuso e pesado. O nosso corpo sofre influência de vários fatores que influenciam o nosso estado emocional. Se o novo país está em outro hemisfério temos uma nova percepção da luz solar, da leitura da natureza do lugar. As frutas, verduras, água, carnes, peixes e outros alimentos tem sabores diferentes porque a química da terra de plantio, da água do mar e dos rios é diferente da química que teu corpo estava acostumado. Estas adaptações fisiológicas sao sutis, mas são importantes. Nosso corpo vai reagir de forma diferente até encontrar novamente a “homeostase”, ou seja, o equilíbrio do bom funcionamento. A diferença de fuso horário e da posição do local no meridiano provoca alteração no ciclo biológico que demora cerca dos três primeiros meses até o corpo estar fisiológica e metabólicamente adaptado.  Mas o que tudo isto tem a ver com minhas emoções? Tudo! Nossas emoções são vividas no corpo, se nosso corpo está “desorganizado” nossas emoções também bem estarão. Esta desorganização no corpo influencia uma desorganização cognitiva e vice-versa. As três áreas andam de mãos dadas: corpo-emoções-mente. Então o que fazer para lidar com as emoções com tudo isto que está acontecendo no meu corpo? Entenda que é um momento de desorganização e você precisa observar o como e o quê está acontecendo em cada área para respeitar o fluxo das adaptações e intencionalmente cuidar de cada uma delas para não sobrecarregar. As emoções vão estar circulando a todo vapor neste início da chegada. É preciso ter tempo para descansar para “repor as energias” e dar tempo para o corpo entrar em equilíbrio novamente.  E depois? A vida vai andando, novos desafios chegam, novas situações aparecem  e novas emoções eclodem. A transição cultural é um processo que precisa ser  vivenciado sem atropelos. Para que aconteça assim é importante que se tenha consciência do que acontece em cada fase, de como você pode ser ajudado de modo assertivo. O bom processamento das emoções está vinculado com uma boa escuta, com acolhimento empático, do compartilhar sem medo de ser julgado ou criticado.  O profissional experiente em transição cultural tem recursos apropriados para orientar, apoiar e auxiliar você a passar por todas estas fases emocionais mais tranquilamente.

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não consigo me sentir em casa em outro país

O que fazer quando não consigo me sentir em casa

A mudança de país reduz a nossa casa a duas malas. Tudo foi desmontado, desfeito, doado, vendido. As histórias e memórias contidas dentro da casa, dos objetos, dos pertences que marcaram vivências emocionais foram embora, não estão mais presentes. Desapegar de tudo isto tem um preço emocional porque você também vai perdendo referências significativas. Você fica apenas com o registro interno da casa e não mais o registro visível e concreto. Este desmonte traz uma sensação de não estar mais no lugar, aliás, de não estar em lugar nenhum porque emocionalmente você não está mais cá nem lá, pois você também ainda não está no outro lugar ainda. A transição cultural inicia muito antes de você sair do país. O teu mundo interno vai se desligando gradativamente. Começa um sentimento de nostalgia junto com a expectativa da viagem. Uma nostalgia inexplicável que vai e volta misturada com sentimentos de incertezas e medos. O que levar em duas malas? Escolha alguns objetos de valor sentimental, que fazem parte da sua história de vida, que trazem referências. Pode ser capa de almofada que gosta, um quadro especial, um enfeite, um objeto que ganhou de presente, qualquer coisa que referencie a nova casa como lugar de acolhimento. As crianças podem escolher alguns jogos ou brinquedos, os bichinhos de estimação.  Se não for possível levar nada disto, ao chegar no novo lugar, busque construir o novo espaço com coisas que gosta e trazem o teu jeito. O quanto antes você impregnar a nova casa com o teu jeito de enfeitar, de arrumar, mais rápido você vai se sentir em casa, se sentir acolhido e abraçado pelo novo espaço. Esta sensação de acolhimento vai auxiliar a desenvolver o sentimento de pertencer ao novo lugar. Aprender os costumes, construir relacionamentos, frequentar alguns grupos, ou lugares vai trazer um assentamento das emoções, uma acomodação e o sentimento de pertencer vai tomando espaço. O tempo para você se sentir pertencente à nova cultura vai depender de como você enfrenta as situações desconhecidas, quanto tempo leva para você para processar as emoções dos lutos da fase da saída, daquilo que ficou para trás, despedidas da família e amigos. O primeiro ano no novo país é recheado de interrogações por não  compreender direito os mandamentos da cultura, por não saber a língua adequadamente para se comunicar com tranquilidade que traz uma sensação de inadequação. O processo de Mentoring de Transição Cultural está preparado para acompanhar todas as fases da transição, antes da saída, a saída, a chegada e as adaptações na nova cultura. Andar junto com quem já passou por estes momentos e vivenciou as fases emocionais de cada etapa compreende o que você está passando e sentindo e pode te auxiliar do modo mais assertivo a passar por cada fase mais tranquilamente.   Mas à medida que o tempo passa estes sentimentos vão se assentando, a vida vai caminhando com mais  naturalidade e você começa a se sentir mais “em casa”. 

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Como integrar com cultura local

Como integrar na nova cultura

Cheguei no novo país, e agora? Tudo diferente, pesquisei muito antes de vir, mas constato que tem coisas que não estavam nas pesquisas que fiz! Os processos burocráticos são imensos, me dão informações contraditórias e não consigo identificar qual delas é o caminho correto. Um documento depende do outro, mas eles demoram para entregar e aí não consigo dar continuidade. O tempo passa e tudo é muito lento. Ok! Como diz o ditado: “muita calma nesta hora” e eu costumo dizer “muita hora nesta calma”. Precisamos de muitas horas de calma para não ter um xilique. É vero!  Construir a leitura da cultura de modo que você consiga perceber as suas nuances subjetivas é um exercício que mobiliza as emoções que muitas vezes você não consegue nomear os sentimentos de forma clara. Este exercício transita entre conflitos internos para encontrar o equilíbrio, a homeostase fisiológica e psíquica, entre a vivência da cultura internalizada com as diferenças apresentadas pela nova cultura.  Bem … como você já está percebendo, a integração na nova cultura é um processo gradativo, não muito rápido, que depende de vários fatores importantes para caminhar mais tranquilo. Vou te apresentar a seguir alguns destes fatores, não necessariamente em ordem de prioridades, mas sim como tópicos importantes.   Você precisa se preparar para ter um bom jogo de cintura para “rebolar” melhor diante das diferenças, das dificuldades, dos enfrentamentos inesperados. Ter esta maleabilidade vai ser de grande valia. Se você “enrijece” vai sofrer mais para se “dobrar”. Precisa entender também que cada dia é um dia e você vai fazer esta caminhada passo a passo, não dá para atropelar.  Você vai viver uma montanha russa de emoções. Elas vão acontecer e se você negá-las vai ser mais difícil para lidar com o dia a dia. É bem importante você entender que elas fazem parte do processo de integração na nova cultura. Ter consciência deste aspecto vai auxiliar você a caminhar melhor nas adaptações.  Outro fator importante para a integração é você observar o comportamento das pessoas, seus costumes cotidianos, seus valores, como eles se relacionam, se se visitam não, seus cardápios, experimentar as comidas diferentes do lugar. Quanto mais você mergulhar nestas observações mais você vai compreendendo os andamentos e se acostumando com eles. Vão ficando gradativamente aceitáveis e tranquilos porque você vai aprendendo os caminhos da cultura. A compreensão da cultura se dá através da linguagem, dos comportamentos, das atitudes, valores. Quanto antes você fizer estas leituras, mais fácil será a sua integração.  Se você vai para um país de língua que ainda é desconhecida para você, a primeira coisa que deve faz e procurar um curso para aprender a língua. O ideal seria que você estivesse estudando antes de se mudar. Assim já viria com um vocabulário básico para se comunicar com as pessoas. Mas se não for este o caso, é fundamental uma imersão num curso de línguas. A comunicação é um fator importante no processo de integração na nova cultura.  Como você pode perceber, a transição cultural é um processo gradativo que depende de fatores pessoais, da forma como você lida com os enfrentamentos, da tua persistência para descobrir como se faz, como acontecem as coisas. Enfim, depende da sua maleabilidade para mudar o que é necessário, se ajustar ao novo, olhar com esperança de que um dia as emoções vão se assentar e você estará adaptado.  Sendo assim, a integração na nova cultura vai acontecer quando você compreender os fenômenos subjetivos, as histórias que orientam e ditam os comportamentos, como acontecem os relacionamentos, entender as crenças existentes que apontam valores, rituais e objetos com a simbologia que a cultura utiliza, identificar os“óculos” pelos quais o povo vê  a vida, entre outros. Podemos dizer que você pode se considerar integrado à nova cultura quando a desordem  interna, tanto emocional, quanto fisiológica e psíquica que aconteceu na sua chegada e primeiros anos de moradia desapareceu. Seu corpo como um todo encontrou o equilíbrio, a homeostase necessária para a sobrevivência no local. E quando falo sobre sobrevivência, me refiro a algo amplo que envolve a inserção na língua, no trabalho, em grupos e relacionamentos, na sua vivência social como um agente atuante naquela sociedade.

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Só, mas acompanhada!

O desafio da mulher solteira, sozinha, viúva ou divorciada é sempre diverso, cheio de nuances do olhar da cultura e também do seu próprio olhar acerca de ser ou estar sozinha. Quando me refiro a ser ou estar sozinha está especificamente relacionado a não estar num relacionamento conjugal compartilhando a vida com um marido, como é o desejo de muitas. A sociedade pressiona aquelas que são ou estão sozinhas. Estar em grupos com famílias, casais, crianças nem sempre é confortável para algumas mulheres. Há sempre um olhar interrogativo, um olhar que gera desconforto e sentimento de inadequação.  Acompanhando muitas mulheres com este status civil pude perceber quão angustiante é para muitas sentirem-se sozinhas, o quanto se sentem inadequadas ou com uma falta. Não é incomum, buscarem casamento e depois se defrontam com frustrações por não ser aquilo tudo que imaginavam ser um casamento. Como profissional da área do cuidado tenho me defrontado com o compartilhar destas mulheres, tanto daquelas que lidam com o contexto da igreja brasileira, quanto daquelas que estão em campo transcultural. As dificuldades maiores para estas estão relacionadas a lidarem com a solidão, com não ter alguém para compartilhar seus sentimentos, medos, dores e anseios. A distância que vai se estabelecendo com os relacionamentos brasileiros e a igreja de envio devido a diferença do fuso horário colabora para o sentir-se sozinha.  O choque cultural, diferenças nos comportamentos e formas de lidar com a emoção da nova cultura também interferem grandemente no sentimento de solidão. Importante para todas é construir um espaço de partilha, de confiança e segurança através de mentoria, acompanhamento psicológico ou um simples andar junto com alguém que tem experiência transcultural. Que nestes encontros possamos ser transparentes, “pensar em voz alta” sem críticas ou julgamentos. Que possamos construir um caminho de parceria, de suporte e juntas buscarmos as promessas de Deus que nos trazem esperança, firmam nossos pés e nos dão a segurança de que não estamos sós. Para mim, viúva há muitos anos, a construção da segurança, do estar bem comigo mesma, ficar tranquila sozinha em casa foi um processo que Deus foi me ensinando a me apropriar das Suas promessas, não apenas no conceito, mas na vivência deles. Os primeiros textos que recebi de muitas pessoas logo após o falecimento do meu marido faziam referência de Deus como marido das viúvas, escrito em Isaías 54:4-5 \”Não tenha medo; você não sofrerá vergonha. Não tema o constrangimento; você não será humilhada. Você esquecerá a vergonha de sua juventude e não se lembrará mais da humilhação de sua viuvez” e Oséias 2:19-20 “Eu me casarei com você para sempre, e lhe mostrarei retidão e justiça, amor e compaixão. Serei fiel a você e a tornarei minha, e você conhecerá a mim, o Senhor”. Me apropriar destes textos com a devida contextualização trouxe para mim uma mudança interna, emocional que foi fundamental na minha caminhada de estar só.  Creio que este princípio do Deus protetor e cuidador das viúvas também se aplica às solteiras e divorciadas. Outros textos que me trouxeram segurança e sempre os retomo estão em Salmos 32:8 “O Senhor diz: Eu o guiarei pelo melhor caminho para sua vida, lhe darei conselhos e cuidarei de você” e 37:5 “Entregue seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele o ajudará”. E para os medos e incertezas em relação a velhice Ele me diz em Isaías 46:4 “Serei o seu Deus por toda a sua vida, até que seus cabelos fiquem brancos. Eu os criei e cuidarei de vocês, eu os carregarei e os salvarei”.   Creio que nós, as sozinhas, precisamos nos posicionar emocionalmente na certeza de Suas promessas especificamente para nós. Minha sugestão é de que você procure as promessas que fazem sentido para o teu contexto e momento de vida e se aproprie delas integralmente. Este é o paradoxo do evangelho: estar “sozinha”, mas acompanhada por um Deus que afirma que nunca vai nos abandonar e que está comigo sempre. Deus tem um cuidado individual conosco e precisamos reconhecer e “tomar posse” do que Ele nos diz. E a Palavra se torna vida em nossos corações!

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metodos de resolução de conflitos negociação e gestão de conflitos - Lea Marcondes

Métodos de resolução de conflitos

Se você está em busca de métodos de resolução de conflitos ou precisa atuar ativamente na gestão de conflitos, seja em sua organização ou sua família, este artigo te ajudará a compreender melhor as várias formas de resolver conflitos. A avaliação dos estilos de administração de conflitos criada por Thomas e Kilmann propõe formas de lidar com as situações conflituosas. Segundo eles o comportamento de uma pessoa pode ser enquadrado em duas dimensões básicas: Cooperatividade – se refere a extensão com que a pessoa procura satisfazer os interesses dos outros. Assertividade – se refere a extensão com que cada indivíduo procura satisfazer os seus próprios interesses. Estes aspectos bidimensionais definem os métodos de administrar os conflitos. Um aborda o nível de assertividade, enquanto o outro analisa o nível de cooperatividade. Pessoas assertivas e não cooperativas são concorrentes, enquanto pessoas assertivas e cooperativas tendem mais a colaborar. O meio termo é a conciliação, o compromisso entre ambos, onde as pessoas equilibram assertividade e cooperação. Thomas e Kilmann propõe 5 formas de lidar com os conflitos nestas duas dimensões. São elas: Competição A competição é uma atitude assertiva e não cooperativa, onde prevalece o poder. Ao competir o indivíduo procura atingir os seus próprios interesses, em detrimento dos interesses dos outros. Há ocasiões em que a competição é justificável e pode alcançar resultados positivos. Eis alguns exemplos: Colaboração A colaboração é uma atitude tanto assertiva quanto cooperativa. Ao colaborar o indivíduo procura trabalhar com a outra pessoa, tendo em vista encontrar uma solução que satisfaça plenamente os interesses das duas partes. Significa aprofundar o assunto para identificar as necessidades e interesses dos dois lados e encontrar uma solução satisfatória para todos os envolvidos. Ao colaborar, o indivíduo procura aprender com os desacordos, olhando o ponto de vista do outro, bem como resolver situações que de outra forma poderia desencadear para competição por recursos, ou ainda tentar encontrar soluções criativas para problemas de relacionamento interpessoal. Alguns exemplos do uso apropriado do estilo colaboração: Evitação A evitação é um estilo de comportamento não cooperativo onde a pessoa busca evitar o conflito em suas relações interpessoais, ou seja, não há satisfação de interesses em nenhum dos lados. Ao retirar-se não se empenha nas suas necessidades e muito menos coopera com os outros. Coloca-se diplomaticamente à margem do conflito, ao adiar o assunto para um momento mais adequado, ou ao recuar perante a uma situação de ameaça (física, emocional ou intelectual). Eis algumas ocasiões em que o estilo afastamento pode ser adotado: Concessão A concessão é uma atitude cooperativa e auto sacrificante, o oposto de competir. Ao acomodar a pessoa cede aos seus próprios interesses para satisfazer os interesses da outra parte. A concessão é identificada por um comportamento generoso, altruísta, dócil à vontade de outra pessoa ou, então, renunciando ao seu ponto de vista. Contudo, quando aplicada no momento adequado, pode trazer bons resultados. Eis alguns exemplos: Conciliação Entre estes dois níveis, a cooperação e a assertividade, encontra-se a conciliação, o acordo onde prevalece o compromisso de ambas as partes. O indivíduo procura soluções mutuamente aceitáveis, que satisfaçam parcialmente os dois lados. Ele abdica de algo, desde que em contrapartida receba algo em troca. O acordo significa trocar concessões, ou então procurar por uma rápida solução de meio termo. É uma espécie de “toma-lá-dá-cá”. Eis alguns casos em que estilo acordo pode trazer bons resultados: Vale ressaltar que nas diversas situações interpessoais não há um estilo que é melhor para a solução do conflito. É necessário avaliar a situação para se definir a melhor solução. Há momentos em que a assertividade pode ser muito útil para realizar um trabalho, enquanto em outros casos a prevenção pode ser mais apropriada para um conflito. Pessoas com uma combinação uniforme dessas características podem conseguir equilibrar de maneira mais eficaz as necessidades dos membros da equipe e trabalhar em direção a resoluções que satisfaçam a todos. Texto adaptado do livro “Administração de Conflitos”, de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora, juntamente com leituras correlatas.  Convite! Se você tem interesse em melhorar as suas reações diante de um conflito, ou identificar o funcionamento emocional dos membros da sua equipe diante de conflitos, conheça o LeHaR – Levantamento de Habilidades Relacionais.

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